HORMÔNIO DO
CRESCIMENTO E GORDURA ABDOMINAL
Olá queridos leitores
da “coluna do personal”. Hoje falaremos sobre o HORMÔNIO DO CRESCIMENTO e sua
correlação com a GORDURA ABDOMINAL.
O cérebro produz o hormônio
de crescimento, uma pequena proteína secretada pela glândula pituitária anterior
na hipófise. Durante a fase de crescimento, sob ação deste hormônio, quase
todas as células aumentam em volume e em número, propiciando um crescimento dos
tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal. Em 1996, a
Food and Drug Administration EUA aprovou o uso de injeções de hormônio do
crescimento em adultos com diagnóstico de deficiência de hormônio de
crescimento. Devido a considerações de segurança e eficácia, o hormônio do crescimento não é aprovado
para efeitos anti-envelhecimento, a obesidade geral ou o desempenho esportivo.
Função
Os efeitos do hormônio do
crescimento nos tecidos do organismo podem ser geralmente descritos como
anabólicos (usado em grandes quantidades podem levar o indivíduo a morte quase
que instantânea).
O ganho de altura conseguido durante
a infância é o melhor efeito conhecido da ação do GH e parece ser estimulado
por no mínimo dois mecanismos: 1. O GH estimula diretamente na divisão e
multiplicação dos condrócitos da cartilagem. Estas são as células primárias
encontradas nas extremidades dos ossos longos das crianças (braços, pernas,
dedos). 2. O GH também estimula a produção do Fator do Crescimento do Tipo
Insulina 1 (IGF-1 em inglês, antigamente conhecido
como somatomedina C), um
hormônio homólogo à proinsulina.
Embora o ganho de altura seja o
melhor efeito conhecido do GH, o hormônio também assiste muitas outras funções
metabólicas. O GH aumenta a retenção de cálcio e aumenta a mineralização dos ossos;
aumenta a massa muscular; induz a síntese de proteínas e o
crescimento de vários órgãos do corpo.
O hormônio também estimula o sistema imunológico e tem um papel na homeostase de energia do organismo: ele reduz o
consumo de glicose por parte do fígado, que é um efeito oposto ao da insulina. Também contribui para a manutenção
e funcionamento das ilhotas pancreáticas; tende a promover lipólise, que resulta em alguma redução do tecido adiposo (gordura corporal) e no aumento de ácidos graxos livres e glicerol na corrente sangüínea.
Ele também promove a queima de gordura ao mover gordura
armazenada para a corrente sanguínea para ser utilizada como energia. Por conta
desse efeito mobilizador de gordura, o GH reduz a quantidade de glicose e
proteínas usada como combustível. Então, altos níveis de GH protegem a perda de massa magra
e resultam em alguma redução do tecido adiposo.
Entretanto, sob cargas sensivelmente
acima do normal, os diversos tecidos respondem de maneiras diferentes
(respostas descompassadas, desequilibradas, desproporcionais) e problemas podem
surgir. Um exemplo é o gigantismo quando, entre outros problemas,
verifica-se um crescimento fora do comum (há casos de indivíduos que passam de
2,50m), sempre acompanhado de diabetes severa, cardiomegalia e outros distúrbios que
invariavelmente encurtam a vida do indivíduo (raramente atingem 40 anos de
idade).
Deficiência do
hormônio do crescimento
Segundo a Associação
Americana de Endocrinologistas Clínicos, adultos com deficiência de hormônio de
crescimento desenvolvem complicações metabólicas do músculo esquelético,
apresentando-se com reduzida massa magra e massa de gordura aumentada. A massa
de gordura é especialmente preocupante na região abdominal, porque vai aumentar
o risco de doença cardiovascular associada com diabetes tipo II e do
metabolismo lipídico alterado.
Músculo e tecido
adiposo
A gordura abdominal se correlaciona com baixos níveis hormonais séricos de crescimento. Um estudo publicado no International Journal of Obesity, em dezembro de 2008, sugere uma suplementação de hormônio do crescimento para os indivíduos com deficiência do mesmo para diminuir gordura corporal e leptina, que é o hormônio que estimula o armazenamento de gordura. De acordo com um estudo com ratos publicado no Journal of Nutrition, injeções de hormônio de crescimento administrado com uma dieta normal produziu um ganho de massa muscular durante o período inicial de crescimento de recuperação após a restrição alimentar prolongada em comparação com a dieta sozinha que aumentaram os depósitos de gordura.
A gordura abdominal se correlaciona com baixos níveis hormonais séricos de crescimento. Um estudo publicado no International Journal of Obesity, em dezembro de 2008, sugere uma suplementação de hormônio do crescimento para os indivíduos com deficiência do mesmo para diminuir gordura corporal e leptina, que é o hormônio que estimula o armazenamento de gordura. De acordo com um estudo com ratos publicado no Journal of Nutrition, injeções de hormônio de crescimento administrado com uma dieta normal produziu um ganho de massa muscular durante o período inicial de crescimento de recuperação após a restrição alimentar prolongada em comparação com a dieta sozinha que aumentaram os depósitos de gordura.
Peso
Corporal
Uma revisão da
pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology e Metabolism mostrou o
hormônio de crescimento convertendo tecido gorduroso em massa corporal magra,
sem perda significativa de peso. Melhorias metabólicas incluindo níveis de
colesterol diminuídos, alterações de percentual de gordura corporal, aumento do
músculo e diminuição da gordura abdominal.
Um
estudo publicado no Journal of the American Medical Association em novembro de
2002, mostrou um aumento de massa magra e diminuição da gordura corporal em
homens e mulheres com idades entre 65-88 com injeções de hormônio do
crescimento.
Efeitos colaterais do uso de injeções do hormônio
do crescimento
Com o uso de injeções
de hormônio de crescimento observou-se efeitos colaterais associados que incluem
o aumento de glicose no sangue em jejum, diabetes e inchaço do acúmulo de
líquido na pele e nos tecidos. De acordo com um estudo publicado no Journal of
the American Medical Association jovens de 18 anos do sexo masculino tratados
com hormônio de crescimento humano desenvolveram intolerância à glicose ou
diabetes. Todos os efeitos colaterais experimentados pelos
participantes do estudo passaram dentro de 2-6 meses depois de parar o hormônio
do crescimento.
Bom, conclusivamente,
para os leitores que se interessaram em ler esse post a fim de se interar sobre
o assunto para talvez utilizar-se do uso indiscriminado desse hormônio
sintético, cuidado. A busca por resultados estéticos é válida desde que
assistida por médicos especialistas no assunto.
Espero que tenha sido
esclarecedor. Até a próxima!
EMERSON MONDEGO (CREF
03931-RJ)
INSTAGRAN: personalemersonmondego

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